Quem Somos
Livros
Contactos
Livros
Artigo visível:
Pág. 001 de 377
Fenda - Magazine Frenética

Coimbra / Lisboa; 1979 -1984.  13 nºs em 12 fascículos. de vários formatos e dimensões. ilust. - Brs.

Extremamente Rara Colecção Completa.

Magnífica Peça de Colecção.


Fenda 1; Primavera de 1979. 
Fenda 2; Novembro de 1979.
Fenda Revisitada, reedição corrigida do nº1  (1981)
Fenda 3/4; Fevereiro de 1982

Fenda 5 "Da Loucura";  Maio de 1982
Fenda 6 (Finda);  Dezembro de 1982 (com uma violenta «Oração Lusitana», que denuncia as razões do fim da Fenda)
Fenda não ela mesma A
Fenda não ela mesma B
E os raríssimos números hors série;
Fenda (In) Finda (1983)
Fenda Funda (1984)
Play Fenda (1984)
Fenda 0 (1984)


Tudo começou em Coimbra no final dos anos 70 com uma revista de nome estranho mas excitante: Fenda. Magazine Frenética. Editada e dirigida por Vasco Santos, para desarrumar a vida e recriar o caos fértil quando a ordem impunha o seu deserto.
A Fenda surge , acima de tudo , como uma maneira de estar , ou de ser , contra a loucura normal, mas sem o modo de estar próprio das tendências culturais, correntes literárias e comunidades poéticas já  então impossíveis de recuperar.
Nem a vanguarda, nem a sua posteridade, mas, claramente, uma posterioridade com o sentimento agudo de o ser: "Nem a cultura nem a sua destruição são eróticas; apenas a Fenda entre ambas se torna erótica" (Barthes). Eis porque nunca esteve nas intenções da Fenda constituir(-se) em cânone com o qual fazer cultura, fazer literatura, fazer política. O que também explica as várias singularidades da Fenda. Cada edição da revista desmente a ideia de série, é um acontecimento que vale por si, a Fenda reinventa-se de cada vez, não se limita a ilustrar o contexto onde se produz; ela cria o seu próprio contexto. Inaugura-se de cada vez como ars vivendi que comporta a própria materialidade tipográfica ; «[…] Coimbra não foi a forja de nada porque o fogo já estava extinto mas pela Fenda passaram autores-por-vir, obras-por-vir e tendências-por-vir.» Graficamente inovadora pelo seu carácter experimental, alguma ingenuidade e uma atitude próxima da recuperação feita pelos movimentos estudantis das décadas de 60 e 70, especialmente em França, dos valores estéticos das vanguardas do início do século XX. em especial do Futurismo, do Dadaísmo e do Surrealismo.

A mais de três décadas de distância, o que vemos nas revistas dos anos 70/80 é quanto de premonitório nelas se realizou no que agora somos. 

Textos e ilustrações de vários autores, artistas e designers ;  Luiza Neto Jorge, Jorge de Sousa Braga, Isabel de Sá, Alice Corinde,Bicker, Barthes, Man Ray, Andy Warrol, Assis Pacheco, Al Berto, Cadafaz de Matos, Morais do Valle, Miguel Esteves Cardoso, Fernando Cascais , entre muitos outros.

Excelentes exemplares.

Extremamente Rara Colecção Completa.





Nome:
e-mail:
Assunto:
Mensagem: